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segunda-feira, fevereiro 10, 2014

A ascensão do Expressionismo Abstrato: Paris por Nova Iorque?

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Vamos ao contexto: final da Segunda Guerra Mundial. A Europa devastada pelas consequências de 6 anos de medo e destruição. Por consequência, Paris, que outrora havia sido o centro cultural artístico havia mais de dois séculos, perdera espaço para Nova Iorque, então chamado de novo centro cultural, simbolizado por movimentos de Artes posteriores, que deram início ao período artístico conhecido por "Arte Contemporânea".

O Expressionismo Abstrato foi o rompimento total com a antiga tradição da Arte, já encabeçada pelos Dadaístas nos anos 1910. Levando ao extremo a expressividade do antecessor Expressionismo Alemão, além do Futurismo, Cubismo e Bauhauss, praticamente se caracterizava como uma arte iconoclasta de caráter abstrato, a qual não tinha um grande significado além da expressão do inconsciente do artista.

A arte do "improviso" ganha espaço nas telas de Arshile Groky, Hans Hoffman e Jackson Pollock, também apelidado de "Jack the Dripper" (Jack o Pingador).

Arshile Gorky 
Hans Hoffmann

Jackson Pollock 

domingo, agosto 19, 2012

O ofício docente

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Durante a faculdade, lembro que muito se falou nessa questão de dar aula de Arte para crianças, analisar os seus desenhos para saber o que se passa por suas pequeninas cabeças. Slides de Power Point eram passados diante de nossos olhos, enquanto a professora deleitava-se com os traços infantis, comentando por cima sobre o universo encantado infantil.

Só que somente isso não basta para colocarmos à frente uma proposta de qualidade para que possamos apresentá-la aos pequenos, fazendo com que pouco a pouco se familiarizem com a Arte, fazendo-os reconhecer trabalhos, cores, e principalmente tomar gosto por eles.

Um dos desafios que mais me imponho enquanto educadora rodeia a questão do interesse x entendimento. As gerações atuais precisam urgentemente aprender a pensar, e aprender a gostar da Arte que não lhe é apresentada, acima de tudo por ser considerada exclusiva das grandes elites, ou como algo banal e chato. 

Não somente falo das Artes Visuais, mas da leitura, do gosto pelo imaginário, pelo desenvolvimento das capacidades cognitivas, edificadoras no presente e no futuro. Para que se colham frutos maduros, precisa-se plantar as sementes corretamente e regar o solo, para que no futuro nasçam lindas plantinhas. 

Infelizmente, as faculdades não preparam a nós, licenciados ou pedagogos, para lidar com uma sala de aula com 35 alunos, com problemas pessoais e psicológicos fortes, focando-se em discursos demagógicos e idealistas, baseados em autores que têm uma visão superficial e de fora sobre o ofício de ensinar.

Ensinar não é apenas adentrar uma sala de aula, "transmitir" o conteúdo aos alunos, e tratá-los como se fossem apenas objeto de despejo. Neste ponto, sou completamente partidária a Paulo Freire! Há um elemento sim que defendo como fundamental no ensino de qualquer conteúdo: o amor. Risível à primeira vista, mas essencial à atividade docente. O professor que não aprende a amar seu conteúdo, que não aceita os seus alunos não é um professor que seja feliz em sua carreira. Mas é claro que isso não é uma tarefa fácil! Os desafios que surgem dia após dia, os problemas, os dias ruins e a raiva que sentimos ao sermos testados constantemente fazem com que percamos inclusive a saúde, a voz, e o ânimo de fazer deste um mundo melhor.

Já dizia John Lennon: "You may say I'm a dreamer, but I'm not the only one." O professor é um idealista por natureza. Se seguiu sua carreira por amor àquilo que faz, ele tem sim esperanças de fazer este um mundo melhor, e deixar sua marca por onde passa! 

Mesmo lutando contra a maré, contra as drogas, contra o sistema, contra as famílias desestruturadas e a falta de carinho que há nelas, nós insistimos em dar um pouco de nós aos nossos alunos. Apresentar-lhes alternativas e acima de tudo, encorajá-los a lutar - fazê-los criar gosto pela luta, pela vitória na vida. 

sábado, junho 30, 2012

Animações em videoclipes

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Por estar ocupada com alguns projetos pessoais/profissionais, raramente ando atualizando o blog, principalmente por falta de tempo.

Estava há horas devendo esta postagem com videoclipes que se usaram do artifício de animações, relembrando aquela outra postagem sobre animações e música clássica.

Não há muito o que comentar, já que os vídeos são para o deleite dos leitores deste blog. Claro que em algum momento meus gostos musicais influenciarão na escolha dos clipes, mas fiz questão de pegar alguns famosos.

Breaking the Habbit - Linkin Park (2004)


Do the Evolution - Pearl Jam (1998)

Korn - Freak on a Leash (1999)

Os três videoclipes acima são de bandas que variam os estilos entre Grunge e New Metal. E as três, nas animações, apresentam um estilo voltado aos quadrinhos norte-americanos e japoneses, incorporando alguns elementos da Arte Cyberpunk, com cores escuras e macabras em um ambiente urbano corrompido pela maldade humana em todos os sentidos.


Pitty - Na sua Estante (2004)

Brava - Todo mundo quer cuidar de mim (2004)


Escolhi os clipes acima pela semelhança das animações. O da Pitty é bastante lembrado, e tenho de elogiar as animações, apesar de não ser particularmente fã da banda. A música se encaixa perfeitamente com o clipe, de forma a nos causar certa sensação de agonia. 

Adriana Calcanhoto - Sou eu assim sem você (2004)

Frejat - Túnel do Tempo (2004)

Frejat - Segredos (2004)

Os clipes acima não tem outra descrição senão singelos, pra não dizer "fofos". Esses dois do Frejat então... Não tem como não suspirar. 

Os caçadores - Dona Gigi (2006)

Dogão - Dogão é Mau (2004)

Dogão - Banho e Tosa (2008)

Não sou fã de funk, e para falar a verdade, não gosto do Dogão, mas essas animações não poderiam estar de fora nas listas, e com certeza tem o seu valor estético.

A-ha - Take on Me (1986)

A-ha - Train of Thought (1986)

Peter Gabriel - Sledgehammer (1986)

Cyndi Laupper - She Bop (1984)

Agora aos clássicos dos anos 80, com animações. Comecemos pelo A-ha, e seu famosíssimo e pioneiro clipe "Take on Me", que mistura animação dos músicos com desenhos reais feito por cima das imagens. Foi um clipe que marcou época, sem dúvida. E seguindo seus moldes, postei também o Train of Thought (1986), do mesmo álbum. Ainda temos a animação em Stop Motion do Peter Gabriel, Sledgehammer, da mesma época, que também é bem famosa. E por último, o clipe da Cyndi Laupper, que tem uma parte sua em animação. 

Gorilaz - Clint Eastwood (2001)

Len - Kids in America (2000)

As duas acima são do começo dos anos 2000. A primeira é um marco na história musical por ser um grupo de músicos formado por desenhos animados! O projeto foi encabeçado pelo ex-vocalista do Blurr, banda inglesa dos anos 1990. E quanto ao segundo, é uma versão repaginada da música "Kids in America", cantada originalmente pela Kim Wilde em 1981, só que desta vez com a banda canadense "Len", com o intuito de ser trilha sonora do primeiro filme do Digimon, em 2000. 

Se houver mais algum que eu me lembre, ou se alguém nos comentários tiver alguma sugestão, vou postando por aqui e aumentando o "repertório". 

 
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