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terça-feira, junho 01, 2010

Wild Style - filme

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Wild Style é um filme de 1982, que se passa no Bronx - N.Y., e é um filme obrigatório para quem quer conhecer o graffiti nos Estados Unidos no início dos anos 80. Foi o primeiro filme tratando da cultura Hip Hop.

O filme não é muito conhecido, digo que não é um filme que tu encontres facilmente, tanto é que tive que traduzir legendas em espanhol e completar algumas de ouvido para que pudesse concluir o entendimento sobre o filme.

O filme fala de Ray, um jovem graffiteiro interpretado por Lee Quiñones (que é um graffiteiro de verdade, bem como a maior parte dos atores-graffiteiros do filme), que aproveita a noite para pixar os estacionamentos de trem sob o pseudônimo de "Zorro". Ninguém sabe quem é Zorro, até Ray ser convidado para dar uma entrevista para uma repórter, que representava o interesse das grandes galerias de Arte.

Não é preciso lembrar que as pixações que eles fazem nos trens são taxadas de vandalismo pela sociedade, e que frequentemente esses artistas correm riscos de serem presos. O filme trata bem dessas questões entre o que é arte e o que é vandalismo. Sobre o graffiti estar ou não perdendo a sua identidade ao ir para as galerias de arte, já que como dizia o próprio Ray "o graffiti está nos trens, nos muros... não pode ser feito em quadros."

O filme também agradará quem curte um bom rap, já que a grande expectativa está na "Jam" (disputas de rap, onde os rappers rimam no improviso, sempre tentando rebaixar o adversário) que será feita no anfiteatro da cidade. Inclusive é até bom lembrar que dois grandes grupos ícones fazem uma boa participação nesse filme, que são os Fantastic Freaks e o Cold Crush.
 
Nessas minhas procuras por conteúdos relacionados ao graffiti, deparei-me com esta pérola da cultura hip-hop. Disponibilizarei o trailer do filme, bem como o link que será redirecionado para um site que terá os links para download para quem se interessar em baixar os filmes. As legendas tu só encontras nesse blog, já que não encontrei em lugar algum legendas em Português, então tomei a liberdade de traduzir do espanhol e algumas partes eu tirei de ouvido do inglês mesmo. Espero que vocês aproveitem, já que o arquivo está nos links abaixo do trailer.




DOWNLOAD DO FILME AQUI

Legendas em Português só se encontra AQUI



Jean-Michel Basquiat: a porta de entrada do graffiti para as galerias de arte

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A ideia de escrever um artigo sobre Michel Basquiat partiu inclusive do projeto de estágio que estamos fazendo a respeito de ensinar graffiti para turmas de Ensino Fundamental e Médio. É importante trazer a realidade do graffiti, tão presente nas ruas, para as escolas, já que ela é o que está em alta desde os anos 1970.

E não tem como falar de graffiti sem tocar no nome de Basquiat. Basquiat era filho de um haitiano com uma porto-riquenha. Começou a andar com graffiteiros na metade dos anos 70, onde conheceu Al Diaz, um graffiteiro muito importante da cena nova-iorquina da época.

Basquiat foi o pioneiro não nessa arte, mas pioneiro em ser reconhecido pelos museus de Arte, a ponto de ter as suas obras leiloadas a quantias milionárias. Todas essas conquistas suas foram graças também ao famoso artista do movimento pop-art Andy Warhol, que tornou-se amigo de Basquiat e juntos fizeram diversos trabalhos.

Basquiat sofreu preconceito na elite artística das galerias de arte pelo fato de ser negro, ainda mais sendo filho de estrangeiros da América Latina. Basquiat teve uma vida conturbada pelo uso e abuso de drogas, e sua arte não era compreendida. 

Seu estilo chama a atenção pelo seu aspecto rude, infantil e selvagem. Seus desenhos assemelham-se a trabalhos de crianças, com letras, palavras e frases escritas, que compoem a sua obra.

Basquiat era um "writer", ou seja, escrevia nas ruas, sob o pseudônimo de "SAMO" ou "SAMO shit" (que é uma sigla de "Same Old Shit", ou "A mesma merda de sempre").
Basquiat viveu uma vida conturbada, com abusos de drogas, das quais Andy Warhol queria que ele se livrasse. No entando, em 1986, com a morte de Andy, a vida de Basquiat pareceu que havia perdido o seu caminho, já que o seu tutor havia falecido. E Basquiat não levava muito bem as críticas do mundo da arte, e o preconceito por ser um negro em um mundo de brancos (as galerias de arte, representadas pelas elites brancas).

Jean-Michel Basquiat morreu em 12 de agosto de 1988, vítima de um coquetel de drogas pesadas.

Um filme em 1996 foi feito em sua homenagem, entitulado "Basquiat", para quem quiser entender mais sobre a vida do artista. Abaixo disponibilizo um trailer (e depois das referências o link para download do filme), já indicando para quem se interessa por arte urbana, intervenção e graffiti. Jeffrey Wright interpreta Basquiat e David Bowie interpreta Andy Warhol (que por sinal está magnífico no papel!). O filme também conta com a atuação de grandes estrelas como Benício del Toro, Dennis Hopper (que Deus o tenha!), Gary Oldman, Claire Forlani, Christopher Walker, William DaFoe, e Courtney Love. Portanto eu realmente indico!

Para quem quiser ver imagens dos seus trabalhos, disponibilizo links nas referências.





Referências:


SmartTwentCrazy




LINK PARA DOWNLOAD DO FILME AQUI

segunda-feira, abril 26, 2010

Graffiti como ferramenta pedagógica

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Andei ausente por algum tempo por estar preocupada com os meus estágios, já que estou no último ano do curso de Artes, da FURG (conforme diz o meu perfil no blogger).
Só que, ao invés de procurar um tema novo, que tal trazer a preocupação do estágio e compartilhá-la no blog? Há tempos estava preocupada sobre que assunto abordar com uma turma de 5ª série do ensino fundamental.
Inicialmente, eu e a minha companheira de estágio Natália, tínhamos em mente trabalhar com papel com as crianças. Engano nosso na nossa primeira observação de aula no CAIC, que é uma escola de ensino fundamental vinculada a nossa universidade. As crianças eram muito dispersas, e agitadas, como qualquer turma NORMAL de 5ª série. Vimos ali que não daria certo trabalhar com um tema que exigisse tamanha concentração e habilidade motora.
Fora que não estávamos trabalhando com um assunto que provavelmente interessasse a eles. Então em meio às nossas conversas inclusive com a professora Rita Patta Rache, tivemos a brilhante ideia de trabalhar o graffiti em sala de aula.
Mas por que o graffiti? Como o graffiti influencia tanto na vida dessas crianças?

A resposta parece mais simples de ser respondida. O problema das aulas de Arte do ensino fundamental, especificamente, é a falta de conexão entre os conteúdos programáticos (normalmente visando a história da Arte europeia) e a realidade de vida dos educandos.
Procurar uma oportunidade de Ensino de Artes em meio a uma cultura que se difundiu na periferia é um excelente modo de trazer de volta à mente dos alunos uma aula que vise estimular a criatividade, e o encontro da identidade do pré-adolescente.
Artes nas aulas geralmente é conhecida como a "aula do 'tudo pode'". Geralmente acaba virando bagunça por uma falta de conteúdo fixo, como as outras disciplinas. Por isso que é importante que os professores se atentem a isso, e se usem dessa lacuna das Artes para que eles mesmos passem a analisar os interesses dos alunos e tragam até eles uma cultura que realmente lhes dirá algo, que fale a sua língua.
O ensino de Artes é um assunto muito delicado, porque o professor deve orientar os seus alunos procurando interferir ao mínimo a produção do educando. Não deixá-lo largado com o "laissez-faire", mas ao mesmo tempo não criar uma aula rígida, onde os alunos se sintam presos.

Uma verdade bem interessante que aprendi é: O conteúdo deve adaptar-se aos alunos e não o contrário.
Claro que disciplina é importante e um professor deve ter o chamado "domínio de turma". Um livro interessante que comprei nesse final de semana, justamente preocupada com essa questão, foi um do Celso Antunes entitulado "Professor bonzinho = aluno difícil: A questão da indisciplina em sala de aula". É bem interessante. É uma leitura simples, gostosa e sem rodeios. Celso Antunes simplesmente nos dá conselhos práticos sobre como trabalhar com as turmas. Ensina a sobre como impor autoridade sem ser autoritário.

Esse texto foi somente uma explanação sobre a ideia que tive de trabalhar com estas crianças a respeito do graffiti. Quanto ao conteúdo do graffiti, pretendo trazê-lo conforme o andamento das aulas, e dando a minha narrativa. Espero que isso sirva de ajuda para professores ou estagiários como eu, já que ideias são sempre boas, e a gente está sempre aprendendo e ensinando ao mesmo tempo.

Referências (não estão segundo a ABNT):

"A arte-educação cria elos com o cotidiano?" - José Augusto Avancini; Porto Alegre, 1995.

"A Pluralidade cultural e o ensino de Arte" - Ivone Mendes Richter; Ijuí, 2004.

"Resistência à aprendizagem" - Filosofia Espírita para crianças; http://www.universoespirita.com.br
 
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