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sexta-feira, agosto 14, 2009

A importância do ensino da cultura gauchesca

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-->Procurava por alguns temas para escrever no blog quando me chamou a atenção este em especial escrito pelo Nico Fagundes, do grupo tradicionalista "Os Fagundes", e também apresentador do programa Galpão Crioulo. Estava na hora de abordar aqui alguma coisa sobre as nossas origens. O gaúcho é uma figura que faz parte do Brasil e se destaca por apresentar uma cultura à parte. Tanto é que há aqueles que se digam separatistas, que consideram o Rio Grande do Sul um Estado completamente diferente do resto do Brasil.
"Claro que a tradição, assim entendida, não é uma exclusividade do Rio Grande do Sul: existe praticamente em todos os povos, mais exacerbada nos grupos sociais onde coexistem duas sociedades paralelas, uma rural e uma urbana, não conflitantes e até freqüentemente aliadas, como no nosso caso."
Apesar de nós mesmos sermos gaúchos, falta-nos um conhecimento até acerca de nossa cultura. Quantos de nós ouvimos uma música tradicionalista? Lembrando que tchê-music não pode ser considerado verdadeiramente tradicionalista por causa da cultura pop inserida em seu contexto.
Como queremos estudar arte se sequer conhecemos as nossas origens? Por isso que torno aqui, a fim de escrever a respeito do Tradicionalismo, embasado neste artigo que li de Nico Fagundes.




Depois das críticas, os questionamentos. Qual é a relevância da cultura gauchesca no que diz respeito ao ensino das escolas? Por que ela deve ser ensinada se ela nem faz parte do cotidiano e da vida de muitas crianças e jovens?
É importante, antes de mais nada, estudá-la, já que devemos, como gaúchos, defender as nossas tradições a fim de que elas não se percam ou virem páginas de um empoeirado livro de História.
Há um trecho muito interessante neste artigo de Nico Fagundes que gostaria de salientar, já que estamos tratando do SER gaúcho, da identidade rio-grandense, já que o Rio Grande do Sul tem uma cultura diferenciada. “(...)há outros valores no culto da Tradição: o apego aos usos e costumes rurais (o chimarrão, a indumentária tradicional, a coragem, o civismo, o respeito pelo fraco e pelo vencido, o cavalheirismo para com a mulher, o respeito pelos mais velhos, o amor pelas artes regionais, na poesia, na prosa, na música, nas artes visuais...).”

Deixando claro que esses valores têm muito a acrescentar SE compusessem a cultura em que vivem as pessoas, não haveria tanta violência, porque há, nessa cultura falsamente dita como NOSSA, o respeito com as pessoas, a educação... Por isso que defendo aqui que o ensino de uma cultura como essa teria só a acrescentar no bem da escola e da sociedade. Porém, isso jamais ocorrerá enquanto essa cultura não fizer parte efetivamente da realidade na qual somos inseridos, e infelizmente estamos muito longe disso. Mas óbvio que seria um grande passo se pelo menos os professores das áreas de História e Artes “informassem” aos seus alunos a existência dessa cultura próxima. Abaixo, o personagem de quadrinhos "Radicci", de Iotti, o qual aparece seguido nas publicações do Jornal Zero Hora.


Portanto, o objetivo deste post é a construção do SER gaúcho, e da sua identidade dentro do Brasil e da importância que tem o seu estudo para aquelas pessoas que têm uma cultura embasada nos preceitos de uma cultura de massa. A cultura pop é um exemplo. Todos sabem quem é a Madonna, que é um dos principais ícones internacionais da cultura pop dos anos 1980 até hoje. Mas quem já ouviu falar em Teixeirinha? E quem já ouviu falar, conhece o seu trabalho? E eu não sou exceção alguma! Já que essa crítica vale para a maior parte de nós, que ignoramos completamente a existência de uma cultura tão rica que está perto de nós.
Não é até mesmo irônico quando pegamos algum livro do escritor gaúcho Simões Lopes Neto e nada entendemos do que ele aborda, com o dicionário em punho, procurando uma palavra por linha do que ele quer dizer. Ele sim era um gaúcho verdadeiro, mas e nós? Vivendo sempre nessa constante “americanização” e “europeização” do mundo.

A nossa cultura é composta por um folclore característico, com lendas e histórias típicas da cultura gauchesca. A nossa prosa, a nossa poesia, que retratam a vida no campo. Os gaúchos, por sinal, se dividem entre aqueles que vivem no campo e os outros que habitam o meio urbano.
O movimento tradicionalista começa no final do século XIX, em meio ao período literário conhecido como Regionalismo (destaque a José de Alencar), com Apolinário Porto Alegre e mais um grupo de intelectuais do RS. Eles tinham por objetivo a reconstrução do SER gaúcho, do MITO.
Também devemos lembrar de João Cezimbra Jacques, que fundou o Grêmio Gaúcho, em Porto Alegre, no dia 22 de maio de 1898. No entanto, suas tentativas de construir uma sede para a cultura tradicionalista, a qual unisse o povo gaúcho foi em vão, já que como alega Nico Fagundes:
“(...)Para haver tradicionalismo tem que haver distância. Não se sente saudade do que está perto e a tradição gaúcha estava muito perto no começo do século XX, era uma realidade próxima até mesmo em Porto Alegre. A indumentária campeira era a do dia a dia, a comida idem, as diversões eram fandangos, cavalhadas e carreiras de cancha reta. As carretas e as diligências andavam por todos os lados. O homem se deslocava a cavalo constantemente. Defender o quê, se a tradição não estava ameaçada? Ninguém precisava ir a uma sociedade para ver fandangos e churrascos. Assim, sem traumas e sem nostalgias maiores, aquele pré-tradicionalismo se dissolveu no tempo.(...)”


Claro que, nos colocando imediatamente nos tempos atuais, vemos uma retomada desses costumes em algumas cidades rio-grandenses. Mas por que? Porque justamente a cultura tradicionalista longe demais já se encontra da nossa realidade.
Há, aliás, muitas divergências entre a música tradicionalista e o movimento tchê-music. Os ctg não aceitam o tchê-music, e até o proibiram em alguns centros. Mas por que os recusam? Suas músicas e artistas fazem sucesso, atraem pessoas, PORÉM não deixa de ser mais uma vertente da cultura pop, de massa. E longe estas se encontram da cultura tradicionalista, inflexível e imortal. Ninguém pode querer mudar a cultura gauchesca, já que, ela é uma cultura que se perpetua. No momento que alguém a muda, ela se torna descaracterizada, e torna-se globalizada.

Abaixo, um trecho de uma música dos Fagundes, entitulada “Tropeiro Velho”, que contém elementos que narram a vida no campo.

“(...) Tão triste o velho tropeiro
Quase morto de saudade
Sempre lidou com a boiada (...)
Às vezes fica caducando
E começa a gritar com o gado
Era boi, era boiada(...)”

Ainda na mesma música, encontramos elementos que caracterizam a cultura gaúcha conhecida pelos gaúchos contemporâneos de uma maneira geral.
“(...) Me dá o teu pala, o relho e o chapéu
Bombacha e botas e o par de esporas
Me dá o cavalo e o apero completo(...)”
A cultura gaúcha que todo mundo conhece é aquela do dia 20 de setembro, comemorada também na mesma época das festividades juninas. As pessoas trajam-se caracterizando-se como gaúchas, como se não o fossem. Não incomum vermos alguém dizer “estou vestido de gaúcho”. As pessoas estranham quando veem algum tradicionalista nas ruas, não em cidades como Santa Vitória do Palmar, Rio Pardo e Alegrete, onde se é comum ver pessoas caracterizadas de “gaúchos” cotidianamente. Mas em Rio Grande mesmo, é uma vergonha essa negação às nossas raízes.

O símbolo artístico mais importante do Rio Grande do Sul é o entitulado “O laçador” (que teve como modelo Paixão Côrtes), de Antônio Caringi em Porto Alegre. É uma escultura que retrata o gaúcho em sua essência.



A cultura tradicionalista encontra-se muito mais próxima do que imaginamos, só basta a nós, futuros professores, que divulguemos aos nossos alunos a sua existência. Muito além do 20 de setembro...


Referências:
FAGUNDES, Antônio Augusto; Memorial do Rio Grande do Sul, Caderno de História, nº 22

terça-feira, junho 09, 2009

O Islã: sua cultura, sua história e sua arte

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Defendendo a ideia de um ensino de Artes focado na Interculturalidade, resolvi elaborar mais um post falando sobre uma arte que deveria ser ensinada em todas as escolas, tamanha foi a sua influência em Portugal e Espanha.

O que me deu a ideia de escrever esse post foi justamente o outro que fiz a respeito da arte indiana, o qual deve ter ficado incompleto, devido a imensidão de elementos que a compõem, já que é riquíssima em inúmeros aspectos. Fora que abordei a arte indiana muito por cima, tirando apenas os seus elementos principais.

Quem leu o tópico acerca da arte indiana deve ter pensado que difamei a arte islâmica por afirmar que eles proibiram os indianos de retratarem divindades em formas humanas. Deixo claro aqui que não foi a minha intenção! Claro que há um motivo para isso tudo, assim como tudo. Os islâmicos consideram a realidade algo efêmero e eterno, por isso mesmo consideram que é uma limitação retratar divindades sob a forma de seres humanos.
Primeiramente, irei tratar de assuntos relacionados a assuntos polêmicos e históricos, a fim de contextualizar quem lê a ver a cultura muçulmana com outros olhos. Muito além do Oriente Médio...

A DIFERENÇAS ENTRE OS MOVIMENTOS POLÍTICOS FUNDAMENTALISTAS E A CULTURA ISLÂMICA


O Islã não é somente uma religião, mas toda uma cultura, que é e foi extremamente influente na Europa, norte da África e no Oriente Médio (Ásia). Ele abarca diversos povos, mas os principais foram os árabes e os persas, oriundos respectivamente do noroeste da África e do Oriente Médio. 


Inclusive, quero abordar nesse tópico um assunto que é polêmico, mas que deve ser desmistificado. Geralmente, as pessoas associam ao Islã aos seus movimentos políticos fundamentalistas, marcado pela repulsão ao mundo ocidental, o que foi muito bem retratado nos ataques de 11 de setembro de 2001. E isso é um erro crasso! Até vou colar uma passagem do Wikipedia que retrata bem o que quero dizer: "A mídia confunde muitas vezes o termo 'fundamentalismo islâmico' com outros termos relacionados ao islamismo em geral; apesar das organizações e pessoas que os representam não serem mutualmente exclusivos, em termos mais estritos cada termo tem uma definição distinta." Inclusive é interessante até mesmo explicar as origens de tais movimentos políticos fundamentalistas!Segundo o Wikipedia, "os movimentos fundamentalistas islâmicos desenvolveram-se durante o século XX em reação a vários acontecimentos. Depois da Primeira Guerra Mundial, a dissolução do Império Otomano e do califado de Mustafá Kemal Atatürk (fundador da Turquia), alguns muçulmanos sentiram a sua identidade religiosa ameaçada pela influência das ideias ocidentais, como consequência do domínio econômico e militar dos países ocidentais." E é claro, tem a ver com a própria "globalização", que é conhecida como sendo a ocidentalização frequente que o mundo vem sofrendo. Como todo o movimento político que luta contra algum tipo de sistema ou cultura, procurando predominar como sistema ou cultura dominante, é impossível pensarmos em uma mudança dessa escala com o Pacifismo. Por isso que as pessoas geralmente associam ao Islã as características de violência e repressão. Afinal de contas, julgamos esse movimento segundo o nosso olhar, que é inserido dentro da cultura com a qual eles querem repelir! Que é a cultura judaico-cristã ocidental.

O MOVIMENTO DAS CRUZADAS E OS PROBLEMAS ATUAIS ENTRE PALESTINA E ISRAEL


Inclusive já não é a primeira vez que os muçulmanos e os cristãos têm problemas. Resolvi falar a respeito das Cruzadas, que foi um movimento ocorrido na Idade Média (ocorrida no final dos anos 1000 até a segunda metade dos anos 1200). E que influenciou muito o mundo como o conhecemos, já que foi o que definiu um pouco o estabelecimento do Islamismo em muitas partes da Europa, da Ásia e da África.Tudo gira em torno da famosa Jerusalém, que é considerada uma cidade sagrada pelos judeus, muçulmanos e cristãos. As Cruzadas consistiram na guerra que houve entre cristãos e muçulmanos pela cidade sagrada. Aliás, indico aqui um bom filme para quem quiser entender melhor essa história, que é o famoso Cruzadas.

Jerusalém é uma cidade que gera dor de cabeça até hoje! Pelo simples fato de ainda ser um motivo de briga entre diferentes etnias, só que dessa vez acontece entre os judeus e o muçulmanos. A quem ouvir falar dos frequentes conflitos existentes entre Israel e Palestina, podem ter certeza de que Jerusalém é um dos principais motivos! Já que a Palestina (muçulmanos) briga por Jerusalém com Israel (judeus) até hoje!


O ISLAMISMO NA EUROPA, ÁFRICA E ÁSIA


Como eu falei anteriormente, os diversos conflitos ocorridos principalmente depois da morte do profeta Maomé em Medina (considerada a segunda cidade sagrada pelos muçulmanos) em 632 d.C. serviram para que houvesse uma mudança no mapa etnográfico europeu e asiático. Houve diversos conflitos, dentre eles o mais famoso que expliquei no tópico relacionado às Cruzadas.Até queria fazer uma observação. A quem acha que o Islamismo não tem a ver com a nossa realidade, lhes pergunto, como me explicam a famosíssima frase, que virou um chavão em nossa cultura: se a montanha não vai a Maomé, Maomé vai até a montanha? Fora que ele é considerado pelo Islamismo o último e recente profeta do Deus de Abraão, que por sinal têm "aparições bem marcantes" na nossa famosa Bíblia Sagrada, especialmente no Antigo Testamento.

Vejam só como são religiões complementares, tanto o Cristianismo, como o Islamismo e o Judaísmo, já que todos eles falam a mesma coisa só que sob perspectivas diferentes! E com a difusão do Islamismo em diversos lugares, afirmo que é ter uma visão preconceituosa ao pensar no Islã como sendo apenas o Iraque, Irã e Cia.

O Islã se relaciona diretamente com a nossa cultura pela forte influência que teve em Portugal e Espanha, que, caso não tenham observado, são bem perto do noroeste da África, onde se localiza um país onde a religião predominante é o Islamismo. Estou falando do Marrocos (já teve até uma novela global em 2002, chamada "O clone", que "tentava" falar sobre esse país), que é muçulmano desde o século VII d.C., "coincidentemente" no mesmo século da morte de Maomé. Para deixar o que falo mais claro, tomei a liberdade de elaborar um mapa baseado no site Wikimapia, que mostra o mapa detalhado de diversas partes do mundo no seu contexto atual.
Para maiores detalhes, clique na imagem abaixo.
Por isso mesmo que não é de todo errado afirmar que nós, sul-americanos brasileiros, somos também descendentes da cultura islâmica.

A ARTE ISLÂMICA


- Contexto geral:
Por fim, depois de tanto falar acerca da história, política, conflitos, podemos finalmente tratar do assunto que queríamos tratar desde o começo desse post.

A Arte islâmica é uma arte decorativa, geométrica de caráter quase abstrato. Predominam os aspectos simbólicos e estilísticos, demonstrados também na caligrafia muçulmana, onde se procurava a harmonia da forma. (Fonte da figura abaixo: http://www.historianet.com.br/imagens/surata.jpg)

É uma arte onde predominam adornos, e a importância que é dada a forma geométrica é indispensável se quisermos considerar os preceitos básicos dessa arte.

- Arquitetura:
Não temos como falar de arte islâmica sem falar nos seus prédios suntuosos, nos seus mosteiros, templos e palácios.
O Taj Mahal, que apresentei no post que falava sobre a arte indiana, também pode ser considerado um exemplo de arte islâmica.
Não sei se já viram o clássico da Disney, Alladin (1992), e notaram que o palácio de Agrabah é um palácio definitivamente islâmico.
A forma tinha uma importância suprema nos prédios muçulmanos, já que existia um geômetra, que era quem realmente projetava os prédios, enquanto o arquiteto era responsável pela execução do projeto.

Abaixo, a Cúpula da Rocha (localizada em Jerusalém) e  o Taj Mahal (localizado em Agra, na Índia).




Também, dentro da arquitetura islâmica, encontramos os minaretes, que são torres de grande altura, que fazem parte dos mosteiros muçulmanos, encontrados do lado de fora das mesquitas. Tinha um motivo religioso, já que servia "(...)para que a voz do almuadem ou muezim pudesse chegar até todos os fiéis, convidando-os à oração. " (fonte: historiadaarte.com.br)

Abaixo, o minarete da Mesquita de Kairouan, na Tunísia.


- A arte da tapeçaria
A quem não sabe, os muçulmanos, durante muito tempo, foram um povo nômade. E por isso mesmo que não havia uma preocupação muito grande com a arte.
Assim como em tudo, a arte começa com utilidades do cotidiano, e o tapete era uma delas.
Era usado para decorar as tendas nas quais viviam os muçulmanos, e como o seu sentido usual (no chão) nas mesquitas, já que os fiéis não podem encostar os pés no chão enquanto rezam.
Só que com o seu sedentarismo, os tapetes foram adquirindo um caráter mais sofisticado, passando a decorar prédios da elite, como palácios e castelos. Chegaram até mesmo a ter a sua influência em Palermo, na Itália.
Abaixo, um exemplo de tapete de Tabriz (origem persa, os quais eram considerados os mais valiosos), e um exemplo de tapete de Isfahan (também de origem persa).



- Pintura
Na pintura islâmica, a principal problemática gira em torno da simbologia, em torno da representação figurativa.
Os árabes-muçulmanos não tinham uma cultura que se relacionasse a pintura religiosa, por isso mesmo incorporaram aspectos pictóricos dos povos que foram conquistando. E mesmo nas obras figurativas, o rosto dos profetas jamais são retratados por uma questão herética. O fato de a realidade ser algo reservada somente a Alá, e fora que os islâmicos eram contra a adoração a qualquer tipo de imagem (parecido com o que acontece nos primórdios do Cristianismo).
A pintura era predominantemente geométrico-abstrata, de caráter decorativo.

Abaixo, "o profeta orando na Kaaba" (gravura otomana do século XVI), "Descrição de um olho" (manuscrito), e "Ascensão de Maomé" (manuscrito persa).



POR FIM...

Depois de todas essas abordagens acerca do Islã, espero que todos que tiveram a paciência de ler até aqui (e sei que serão poucos, já que as pessoas não se interessam tanto por artigos extensos), tenham mudado a sua maneira de ver a cultura muçulmana como eu mudei ao estudar para elaborar este post, que acabou se transformando quase em um artigo!
Queria agradecer ao meu namorado Felipe, pelas dicas de História, já que graças a ele eu me matei estudando a fim de conseguir elaborar um artigo relativamente simples, procurando sempre ao máximo uma linguagem simplificada que caiba no entendimento de todos. E ao Wikipedia, que é tão injustiçado, e ainda não achei melhor fonte de pesquisa. Conselho a respeito do Wikipedia: Apenas verifiquem se os artigos contém bibliografia e referências confiáveis.

Referências:
http://www.historiadaarte.com.br/arteislamica.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1gina_principal

segunda-feira, junho 08, 2009

Que tipo de pessoas queremos formar?

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Esta é uma pergunta que a professora Rita Rache tem feito a nós desde a semana passada.

Complicado responder que tipo de educadores queremos ser, já que a nossa futura profissão influenciará a vida de muitas pessoas, que confiarão em nós como detentores do conhecimento.
Sei que muitos colegas não seguirão a carreira, mas é realmente uma pergunta que nos intriga, já que somos influenciadores desde a primeira palavra até o último "bom dia" de despedida à turma. Dependendo da nossa postura, podemos cativar os alunos, fazer com que não nos levem a sério ou simplesmente não gostarem da nossa cara, já que tentaremos nos mostrar pouco amigáveis, a fim de que não se "pise" em cima de nossa autoridade.

Ser professor é um antro de interrogações, já que não sabemos o que dizer ou o que não dizer, o que é bom ou não de ser abordado dentro da sala de aula, comentar política ou não? Não se posicionar? Mas como não se posicionar, sendo que fazemos isso o tempo inteiro?!

Algo que com certeza só saberemos responder na prática, errando, errando e errando. Porque ser professor é falhar, portanto seria estranho se alguém saísse da faculdade, com N conceitos formados a respeito de como dar aulas, e ir lá para frente de uma turma de 40 alunos e ver que todos os livros que se leu, todos os debates em sala de aula ficaram para trás. Que a realidade de hoje é mais densa, é menos bonita do que dizem os discursos de textos político-educacionais.

Nem todas as pessoas tem SACO com gente empolgada que sai da faculdade. E quem sai geralmente faz planos, idealiza, quer mudar o mundo! Mas as instituições nem sempre facilitam essa vontade toda de ensinar. Não quero aqui criticar as instituições, já que sempre devemos procurar as soluções e não nos focarmos em problemas.

Às vezes, tu tens que enfrentar outros colegas, que têm ideias diferentes das tuas. Já que no meio educacional existe muita gente querendo puxar o teu tapete! Não demonizando aqui as instituições de ensino e seus participantes, mas não podemos negar a existente concorrência entre professores dentro de uma escola, ou das frequentes "panelinhas" que encontramos. Há de se tomar muito cuidado com o que se comenta!

E quanto aos alunos? Como fazer com que se interessem por Arte? Como desmistificar a Arte como sendo algo mais do que desenhos, trabalhos manuais fora de contexto? Como fazer com que se interessem pela forma da Arte ver o mundo? Isso é algo que não deve ser respondido em um texto, tampouco em um artigo acadêmico, mas é algo para ser refletido a fim de que encontremos o meio ideal para "educar". Não "educar" no sentido de "adestrar". Eu mesma não quero formar alunos que reproduzam o que eu digo! Quero que discordem de mim, quero que possuam uma postura própria e aprendam a se expressar.

Nada que seja uma negação ao mundo e sua realidade, mas uma espécie de preparar os alunos para uma realidade que vão encontrar. Não falo isso em seu contexto ruim, já que a realidade também tem seus lados bons! Tu podes mostrar os diferentes lados para os alunos e fazer com que eles escolham qual rumo querem seguir.

Todos nós temos um pouquinho que seja de livre-arbítrio, por isso mesmo que cabe a nós sabermos escolher e empreender no que melhor nos parece.
 
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