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terça-feira, setembro 27, 2011

A técnica da marmorização

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Depois de tanto tempo sem postar, trago aqui uma novidade interessante pros amantes de novidades no mundo das Artes.
Resolvi pesquisar sobre esta modalidade de pintura/impressão através de um colega das Artes que vinculou ao facebook este vídeo.



Fiquei curiosa e ao mesmo tempo intrigada do quanto os efeitos são modelados a partir de simples pingos de tinta e modelagem das linhas com palitos feitas delicadamente.
O nome desta antiga técnica de artesanato é marmorização. E baseia-se no uso de líquido (pode ser solvente ou água com mistura de alga, como mostrou no vídeo mais abaixo) sobre uma bacia, na qual pinga-se tinta, formando os mais "psicodélicos" desenhos.
O que mais me intrigou, além da possibilidade de se fazer esses desenhos sobre o solvente, foi a possibilidade de impressão em qualquer outra superfície!
Catando alguns vídeos no youtube, me deparo com esta técnica na impressão de guitarras, na pintura de unhas, e até mesmo em superfície de papel, como mostrado no vídeo acima.

Aqui temos um vídeo explicativo sobre a técnica e sobre todos os procedimentos.



Abaixo, mais alguns vídeos de marmorização em guitarra e em unhas.




Qualquer novidade ou informação sobre essa técnica, não deixem de comentar. Se alguém tem alguma curiosidade sobre a história e sobre como surgiu, pode dar a sua contribuição.

sexta-feira, março 25, 2011

M.C. Escher - Matemática + Artes

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Esta postagem vai de muito tempo depois de eu ter escrito a última.
Não ando com a cabeça muito nas Artes por estar dedicando o meu tempo ao estudo do concurso de Auditor Fiscal da Receita Federal (AFRFB).
Vários questionamentos estavam me pegando cada dia mais de surpresa, até que cheguei a este importante que me deu a ideia de escrever essa postagem exclusivamente sobre um artista que admiro muito.
M.C. Escher não era apenas um artista estupendo em seus trabalhos por conseguir harmonizar as formas e conceitos, mas também por mais tarde ser considerado um grande matemático (Geométrico).

De acordo com a sua biografia no site Britannica:

M.C. Escher, nome de Maurits Cornelius Escher (nascido em 17 de junho de 1898, Leeuwarden, Países Baixos - morto em 27 de março de 1972), foi um artista gráfico holandês conhecido por suas impressões realísticas e detalhadas que causavam efeitos ópticos bizarros e conceituais.

De 1919 a 1922, Escher estudou na Escola de Arquitetura e Artes Decorativas em Haarlem, Países baixos, onde desenvolveu interesse em artes gráficas e trabalhou principalmente com xilogravura. Passou alguns anos viajando e esboçando Europa afora, vivendo na Itália de 1922 a 1935, e então mudando-se para Suíça e Bélgica. Nas suas impressões e desenhos desye período, Escher retratou paisagens e temas naturais em fantásticas formas de múltiplo uso, perspectivas conflituantes.


O estilo maduro de Escher emergeu depois de 1987 numa série de impressões que combinavam o realismo meticuloso com as enigmáticas ilusões de óptica. Trabalhando com litogravura e xilogravura, retratou com grande virtuosismo técnico grandes espaços impossíveis e inesperadas metamorfoses de um objeto a outro. Seus imagens eram de igual interesse para matemáticos, psicólogos cognitivos e o público em geral, e eles são reproduzidos amplamente século XX adentro.

Eu gosto de comparar o trabalho de Escher com Salvador Dali no sentido de que, nunca se vê tudo em uma primeira olhadela.
Escher gosta de trabalhar com as ilusões no sentido de que, em grande parte de suas obras, não conseguimos diferenciar a figura do fundo. Até me lembro que em 2007, em duas disciplinas da faculdade (Introdução a Superfície e Volume e Gravura, se não me engano) esse foi o primeiro artista que estudamos para termos essa ideia de que na Arte, tudo pode ser feito... De que as velhas convenções sobre figura-plano eram algo que pertenciam a períodos mais relacionados ao Renascimento, principalmente, onde a perspectiva era primordial.
Interessante observar também que Escher era uma exceção de artista porque não fazia parte de nenhuma das Escolas ou Movimentos presentes no século XX, considerando os inúmeros Manifestos e Movimentos artísticos do século XX (Futurismo, Dadaísmo, Surrealismo,etc). Pelo caráter de grande parte dos seus trabalhos, podemos deduzir que ele teve sim inspiração surrealista (alguém aí consegue ver a semelhança do seu trabalho com o de Magritte e Salvador Dalí?).  
Fora que devemos citar também a influência da Arte Islâmica de preenchimento de planos (para quem pensa que esses artistas europeus criaram algo partindo do zero).



Mão refletindo a esfera - 1935
 

Encontro - 1944 - Litogravura



Anjos e Demônios

Céu e Água I - 1938 - xilogravura



Estrelas -1948

The Horsebacks -1946


Relatividade - 1953



Mãos desenhantes - 1948




 


Subindo, Descendo





Espirais - 1953 - Gravura em madeira




 Mais figuras no site oficial do artista, pra quem quiser diferenciar os seus diferentes períodos.





sexta-feira, janeiro 28, 2011

Agata Olek: do artesanato para a arte

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Conforme havia prometido em um post bem antigo, mais precisamente há um ano, vou falar de uma artista que tem uma ligação muito íntima com o Artesanato (especificamente o crochê) e a Arte de uma maneira conceitual, o que a torna uma notável artista contemporânea. No post anterior, onde falei de Arte, Artesanato e Romero Britto, prometi que traria algo relacionado ao artesanato só que com teor artístico.


Não vemos muitos sites falando a respeito do seu trabalho, então as informações que trago são diretamente dos sites da própria artista, que expõe mais a sua obra e trajetória do que sua biografia de uma maneira geral.
Graduou-se em 1997 como Bacharel em Estudos Culturais, na Universidade Adam Mickiewicz, em Poznan, na Polônia.
Apesar disso, só ganhou espaço nos Estados Unidos em 2003, onde expôs seus trabalhos esculturais através das suas "capas" de crochê em Nova Iorque. Claro que o seu trabalho também inclui outras técnicas de artesanato, mas o crochê é a principal.
Suas obras se dividem em: esculturas, instalações, "infláveis" e trajes.

Esculturas:

De caráter lúdico e com um caráter inovador quanto à técnica, elas são mais expostas em lugares ditos cotidianos do que em galerias. É aquele conceito de inserir um objeto artístico em um local de circulação cotidiana, por mais que seja inusitada, como é o caso do carro e do boneco no campo, ou um refeitório, como é o caso do cubo. Uma coisa é certa: esses trabalhos não têm como passar despercebidos onde quer que estejam.











Instalações:

Nada mais é do que as suas esculturas e outros adereços expostas em um determinado espaço, tornando-o a sua própria instalação.



   

 













Infláveis:

Como eu havia dito, seus trabalhos têm um caráter lúdico, e essas obras são referência a isso. Vou chutar porque não tenho certeza, mas creio que são feitos com plastico, bexigas, e canutilhos e miçangas. Notem que alguns de seus trabalhos tem pessoas de verdade o preenchendo, como se estivessem vestindo um parangolé (no caso, o ato de "vestir" uma obra de Arte), embora não seja muito fã dos ditos "parangolés".






Trajes:

Mesmo não sendo uma obra de Arte em si, já que os trajes que ela fez foram encomendados, pelo que consta. Mas ainda assim vou divulgar, porque é parte do seu trabalho como artista.








Referências:

 
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