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segunda-feira, junho 08, 2009

Que tipo de pessoas queremos formar?

Esta é uma pergunta que a professora Rita Rache tem feito a nós desde a semana passada.

Complicado responder que tipo de educadores queremos ser, já que a nossa futura profissão influenciará a vida de muitas pessoas, que confiarão em nós como detentores do conhecimento.
Sei que muitos colegas não seguirão a carreira, mas é realmente uma pergunta que nos intriga, já que somos influenciadores desde a primeira palavra até o último "bom dia" de despedida à turma. Dependendo da nossa postura, podemos cativar os alunos, fazer com que não nos levem a sério ou simplesmente não gostarem da nossa cara, já que tentaremos nos mostrar pouco amigáveis, a fim de que não se "pise" em cima de nossa autoridade.

Ser professor é um antro de interrogações, já que não sabemos o que dizer ou o que não dizer, o que é bom ou não de ser abordado dentro da sala de aula, comentar política ou não? Não se posicionar? Mas como não se posicionar, sendo que fazemos isso o tempo inteiro?!

Algo que com certeza só saberemos responder na prática, errando, errando e errando. Porque ser professor é falhar, portanto seria estranho se alguém saísse da faculdade, com N conceitos formados a respeito de como dar aulas, e ir lá para frente de uma turma de 40 alunos e ver que todos os livros que se leu, todos os debates em sala de aula ficaram para trás. Que a realidade de hoje é mais densa, é menos bonita do que dizem os discursos de textos político-educacionais.

Nem todas as pessoas tem SACO com gente empolgada que sai da faculdade. E quem sai geralmente faz planos, idealiza, quer mudar o mundo! Mas as instituições nem sempre facilitam essa vontade toda de ensinar. Não quero aqui criticar as instituições, já que sempre devemos procurar as soluções e não nos focarmos em problemas.

Às vezes, tu tens que enfrentar outros colegas, que têm ideias diferentes das tuas. Já que no meio educacional existe muita gente querendo puxar o teu tapete! Não demonizando aqui as instituições de ensino e seus participantes, mas não podemos negar a existente concorrência entre professores dentro de uma escola, ou das frequentes "panelinhas" que encontramos. Há de se tomar muito cuidado com o que se comenta!

E quanto aos alunos? Como fazer com que se interessem por Arte? Como desmistificar a Arte como sendo algo mais do que desenhos, trabalhos manuais fora de contexto? Como fazer com que se interessem pela forma da Arte ver o mundo? Isso é algo que não deve ser respondido em um texto, tampouco em um artigo acadêmico, mas é algo para ser refletido a fim de que encontremos o meio ideal para "educar". Não "educar" no sentido de "adestrar". Eu mesma não quero formar alunos que reproduzam o que eu digo! Quero que discordem de mim, quero que possuam uma postura própria e aprendam a se expressar.

Nada que seja uma negação ao mundo e sua realidade, mas uma espécie de preparar os alunos para uma realidade que vão encontrar. Não falo isso em seu contexto ruim, já que a realidade também tem seus lados bons! Tu podes mostrar os diferentes lados para os alunos e fazer com que eles escolham qual rumo querem seguir.

Todos nós temos um pouquinho que seja de livre-arbítrio, por isso mesmo que cabe a nós sabermos escolher e empreender no que melhor nos parece.
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1 comentários:

Natália Colares disse...

Poo, já respondesse a pergunta da Rita, agora só vou copiar a entregar! haeaheahae (Brincadeira aline... boa resposta hein!)

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