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segunda-feira, janeiro 17, 2011

Marina Abramovic - A "avó" da Arte Performática

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Realmente devo admitir que não sou muito fã de Arte Performática. Tudo isso é uma questão de gosto, creio eu, assim como há pessoas que gostam de coisas ou não. Sinceramente, penso que para você conseguir adentrar no significado da Arte, especialmente ela performática, seja por Lygia Clark ou Hélio Oiticica, você tem que ter um pensamento desprendido e com congnições diferenciadas das pessoas que possuem os pés mais no chão, como eu. Isso é apenas uma opinião pessoal.
Mas eu realmente tive que abrir a minha guarda para esta grande artista contemporânea nascida em Belgrado - Sérvia (antiga Iugoslávia) que com certeza mexeu muito com o significado de toda a arte. E que rendeu um trabalho meu ao final da faculdade, inspirado no trabalho dela com Arte Performática.
Marina Abramovic é uma alma diferenciada, sem dúvida, e é praticamente impossível não nos chocarmos ao assistirmos às suas performances que beiram a insanidade ou a morbidez.
Ela tem total desprendimento pelo próprio corpo, não se importando em machucá-lo ou exibi-lo nu se for em nome de sua arte.
Vou mostrar algumas performances de sua autoria, para que vocês entendam o que estou querendo dizer.

Esta acima chama-se "Rythm 10", original de 1973. Esta versão que apresento é uma versão do DVD que fala a respeito da sua Arte, chamado "The Star", filmando em 1999. Vejam e tirem suas conclusões sobre os comentários que fiz anteriormente.



Essa performance é a minha preferida de Marina Abramovic, chamada "Art must be beautiful", que significa em inglês, para quem não sabe "Arte deve ser bonita", onde ela repete em um transe de insanidade constante as frases "Art must be beautiful. The artist must be beautiful."


Essa é outra performance interessante, chamada "How we in balkans kill the rats" (Como nós em balcãs matamos ratos), um trabalho sem dúvida autobiográfico, a respeito de suas memórias. Para quem não entender o que ela disse, abaixo encontra-se toda a tradução e explicação do "método" de transformar ratos em lobos.
Eu gostaria de contar a vocês uma história de como nós nos Balcãs matamos ratos. Nós temos um metódo de transformar um rato em um lobo, nós fazemos um lobo-rato. Mas antes de eu explicar este metódo, eu gostaria de contar a vocês sobre os ratos em especial. Primeiro de tudo, ratos consomem uma vasta quantidade de comida, algumas vezes o dobro do peso deles próprios. Seus dentes frontais nunca param de crescer e eles tem que estarem abaixados constantemente por causa do risco de sufocamento. Ratos cuidam bem de seus familiares. Eles nunca param de matar ou comer os membros de sua própria família. Eles são extremamente inteligentes. Einsten uma vez disse: "Se um rato fosse 20 quilos mais pesado, seria definitivamente o dominador do mundo." Se você colocar um prato de comida e veneno na frente de um buraco, o rato irá senti-lo e não comer. Para capturar os ratos você tem que colocar todos os seus buracos com comida, deixando apenas um aberto. Deste jeito você pode pegar 35 ou 45 ratos. Você tem que ter certeza  que você escolheu somente machos. Você os coloca em uma jaula e dá a eles somente água para beber. Depois de um tempo, eles começam a ficar com fome, seus dentes frontais começam a crescer, e mesmo assim, normalmente, eles não irão matar os membros da sua própria tribo, mas desde que eles corram riscos de sufocamento, eles são forçados a matar o mais fraco na jaula. E então, outro fraco, outro fraco, e outro fraco. Eles fazem isso até o último rato mais forte e superior deles é deixado na jaula. Agora o capturador de ratos continua a dar água para o rato. Este tempo é muito importante. Os dentes do rato continuam a crescer. Quando o capturador de ratos vê isso há somente uma meia hora antes do rato sufocar. Ele abre a jaula, pega a s faca, remove os olhos do rato e deixa ele ir. Agora o rato está nervoso, alterado e em pânico. Ele se depara com a própria morte e corre até o buraco e mata cada rato que vem ao seu caminho. Até ele vir até o rato mais forte e superior a ele. Este rato o mata. É assim que nós fazemos o rato-lobo nos Balcãs.


Tem mais alguns trabalhos via youtube, mas como eu não tenho certeza se este provedor de blog aceitaria - no caso em algumas que Marina risca, com uma faca, o próprio ventre em forma de pentagrama. Eu indico procurar no youtube. Mas a minha intenção era mostrar a natureza do trabalho desta grande artista, que, literalmente, dá o seu sangue pela Arte.

terça-feira, janeiro 11, 2011

O Sorriso de Monalisa (2003) - Download .avi Dublado

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Sei que faz muito tempo que não atualizo o blog por estar na correria do tcc, relatórios de estágio, questões da formatura, minha mudança pra Porto Alegre. Só pude sentar agora para atualizar este blog que está entregue às moscas, desde outubro do ano passado sem atualização.
Como considero importante atualizar o blog trazendo novas perspectivas de Arte, e disponibilizando links de Download sobre filmes de Arte interessantes, mais uma vez estou atualizando, desta vez para falar do longa "O Sorriso de Monalisa", de 2003, estrelado por Júlia Roberts e Kirsten Dunst.




A sinopse encontra-se abaixo, extraída do Wikipedia:
Recria a atmosfera e os costumes do início da década de 1950. Conta a história de uma professora de arte que, educada na liberal Universidade de Berkeley, na Califórnia, enfrenta uma escola feminina, tradicionalista – Wellesley College, onde as melhores e mais brilhantes jovens mulheres dos Estados Unidos recebem uma dispendiosa educação para se transformarem em cultas esposas e responsáveis mães. No filme, a professora irá tentar abrir a mente de suas alunas para um pensamento liberal, enfrentando a administração da escola e as próprias garotas.

Comentários:

É um filme sem dúvida que vale a pena ver para quem curte uma boa comédia romântica, em um final de semana, sozinho ou acompanhado.
Não é um filme biográfico ou para quem quer estudar sobre arte, mas mostra bem o universo dos anos 1950 nos Estados Unidos. A Arte serve apenas como um pano de fundo para o desenrolar da história, que se concentra na Professora Katherine Watson (Julia Roberts) e em suas alunas, que estão estudando para serem boas esposas e donas de casa - leia-se "amélias".
As alunas são os pilares do filme juntamente com a professora Katherine:

Betty Warren (Kirsten Dunst):
A mais "certinha", que quer posar de boa esposa, influenciada pela mãe, é Betty Warren, que é uma pessoa que vive de aparências, e não tem muitos sentimentos com relação aos outros.

Gisele Levy (Maggie Gyllenhaal) :
Representa o lado oposto da amiga Betty Warren, mostrando-se uma mulher independente (avançada demais para a época) que quer apenas curtir e as coisas boas que ela dá.

Joan Brandwyn (Julia Stiles):
É a mais centrada das quatro amigas. Seu sonho sempre foi ser advogada, mas isso bate de frente com o seu sonho em ser uma boa esposa e ter uma família.

Connie Baker (Ginnifer Goodwin):
É considerada a "gordinha" do grupo, a que tem mais problemas de auto-estima, e pensa que nenhum rapaz vai se interessar por ela.

A professora quer que suas alunas sigam suas vidas de forma independente, com um olhar com certeza avançado para a época em que se encontra. Tanto é que é questionada várias vezes durante o filme sobre por que nunca se casou, rendendo comentários maldosos das próprias alunas e do corpo docente da escola tradicional na qual leciona.

Há alguns furos no filme, como o fato da Instituição Welleslley College (verídica) permitir que suas aulas estudassem Arte Moderna, ao contrário do que é apresentado no filme, onde a professora Katherine encontra problemas ao mostrar o mundo contemporâneo.

A minha sincera opinião é que é um filme que não pode ser visto a sério. Não que não seja um filme bom, mas a Arte não é tratada como ponto principal, e sim pano de fundo para a história dessas 5 mulheres. Nada de errado com isso também.
Ele tem pontos excelentes como a caracterização das personagens, os ambientes, a visão tradicional e machista da mulher nos anos 1950.
Outro ponto interessante é a visita das garotas a um galpão, onde a professora lhes apresenta obras do famoso pintor Jackson Pollock, que estava fazendo muito sucesso naquela época. O filme se passa em anos antes de sua morte, em 1956.

Como eu falei, é uma comédia romântica. Mas quem curte comédia romântica e Arte, tenho certeza de que vai gostar.

O Download encontra-se abaixo, dividido em 7 partes, que devem ser unidas pelo programa HJSplit. Como está dublado, obviamente não há legendas para baixar.

Parte 1 - Parte 2 - Parte 3 - Parte 4 - Parte 5 - Parte 6 - Parte 7

Qualquer problema no download, é só me comunicar via comentário que eu vou resolver o problema.

sábado, outubro 02, 2010

Camille Claudel (1988)

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Ano: 1988

Duração: 175 minutos

Direção: Bruno Nuytten

Roteiro: Bruno Nuytten / Marilyn Goldin

Elenco: Isabelle Adjani, Gérard Depardieu, Laurent Grévill, Alain Cuny, Madeleine Robinson

Sinopse (Fonte: Wikipedia): Em Paris, em 1885, a jovem escultora Camille Claudel entra em conflito com a sua família burguesa ao tornar-se aprendiz e ,depois, assistente do famoso Auguste Rodin. Quando ela se transforma em amante dedo mestre (que já é casado), cai em desgraça junto à sociedade parisiense, embora tenha amigos do porte do compositor Claude Debussy. Depois de quinze anos de tortuoso relacionamento com Rodin, Camille rompe o romance e mergulha cada vez mais na solidão e na loucura. Por iniciativa de seu irmão mais novo, o escritor Paul Claudel, é internada em 1913 num manicômio.

Divulgo aqui um filme importantíssimo para os estudantes de Artes Visuais ou apreciadores desse um clássico cult francês dos anos 1980.
Camille Claudel conta a história da artista que nasceu em 1864 e viria para marcar a história do Impressionismo francês. Infelizmente, em muitos casos, ela é conhecida apenas por ser a amante do renomado escultor contemporâneo à epoca de Camille, August Rodin.
Gérard Depardieu, como sempre, consegue captar cada personagem que faz. Pessoalmente, sou muito fã do trabalho dele, e neste, ele está simplesmente esplêndido! E a bela Isabelle Adjani ganhou inúmeros prêmios por sua atuação como a artista depressiva, que passa até o fim dos seus dias em um hospício.
Numa escala de 0 a 10, indico 10 pra esse filme. Com certeza vale a pena ver.

Para juntar as partes do download, é necessário ter o programa HJSplit.

Camille Claudel (1988). avi
CD1
Parte 1 - Parte 2 - Parte 3 - Parte 4 - Parte 5 - Parte 6 - Parte 7

CD2
Parte 1 - Parte 2 - Parte 3 - Parte 4 - Parte 5 - Parte 6 - Parte 7

Legendas em Português:
CD1 - CD2
 
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